Nesse fim de semana passamo por uma data que mistura comércio com emoção. O dia das mães movimenta tanto lojas quanto corações. O importante é que os sentimentos são verdadeiros e ternos.
Mas esquecendo datas e dia específico eu gostaria de falar de duas responsabilidades que as mães carregam consigo desde o seu próprio nascimento. Junto com essas responsabilidades há também o privilégio da maternidade.
A responsabilidade de ser adjutora divina.
Particularmente eu acredito que a mulher nasceu para ser mãe. Mesmo que algumas delas não queiram ou não se esforcem para que isso aconteça. Não sou médico e nem tenho base científica, mas como esse blog não trata de ciência, mas sim de experiência e observações, eu tenho percebido que a mulher foi naturalmente feita para conceber a vida – isso ocorre tanto com o corpo quanto com a mente.
Toda essa preparação biológica vem acompanhada de um dom divino que as mulheres recebem de Deus. Pois a maternidade é a maneira pela qual ela se une ao Pai Celestial para trazer os filhos Dele para a terra, para que esses seres, dotados de um corpo, passem por experiências que os ajudarão a crescer e evoluir como homens e mulheres. Logo, a mulher torna-se uma sócia divina de um Plano de Salvação. Como disse certa vez Thomas Monson: “...a mulher desce até o escuro e sombrio vale da morte para trazer à luz uma nova vida.”
A responsabilidade de ensinar e de influenciar.
Os filhos são amplamente influenciados pelo exemplo das mães. É muito importante que as elas tenham em mente que o seu exemplo é primordial para a educação e formação do caráter de seus filhos. Os atos, as palavras, o tom de voz, o conteúdo dos assuntos abordados dentro de casa, tudo isso influencia na vida futura, e às vezes nem tão futura, dos filhos.
Poderia ser uma contradição naquilo que eu já defendi em posts anteriores de que os filhos têm suas próprias personalidades, sim isso é verdade, mas a essa personalidade soma-se as influencias externas que a persepção humana necessita para que se constitua o perfil de um indivíduo.
A imagem da mãe é amplamente projetada na mente dos filhos quando em momentos de decisões importantes na vida. Certa vez eu estava vendo um documentário sobre um alpinista que passou por severas adversidades durante a escalada de uma montanha. Não me lembro do nome desse alpinista e nem mesmo da montanha que ele escalara, mas lembro-me que ele estava sentado em uma cadeira de rodas e dava uma entrevista ao reporter que apresentava o documentário.
O entrevistado contou que ele seu parceiro de escalada tiveram problemas seríssimos durante a descida. Uma nevasca os atingira danificando seus equipamentos e materiais para abrigo. Poucas horas depois da nevasca, seu companheiro faleceu por sucumbir às condições extremamente adversas e ao frio intenso. Sozinho, sem comunicação, sem abrigo e sem os equipamentos adequados para a sua segurança, aquele alpinista começou a se ver em sérios riscos de perder a vida. Seus pulmões doíam muito e as pontas de seus dedos dos pés e mãos iniciaram um processo de congelamento.
Ele arrastou-se em meio à neve e ao vento cortante, até ser resgatado quase que sem vida e já inconsciente, por uma equipe de paramédicos que patrulhavam a área. Esses profissionais ficaram impressionados com a capacidade daquele alpinista de suportar tantos interpérios por tanto tempo e com a persistência com que ele lutou para chegar a um ponto da montanha em que poderia ser facilmente identificado pelas equipes de resgate.
Então intrigado com toda essa história, o reporter perguntou para aquele alpinista. “Em algum momento nessa luta toda pela sobrevência, você pensou em desistir?”. “Sim. Pensei diversas vezes em simplesmente parar e esperar a morte me arrebatar. Eu já estava extremamente exausto e sem forças. O que eu mais queria era interromper aquele sofrimento”. “E por que você não desistiu.” Perguntou, finalmente, o reporter. Ao que o alpinista deu a resposta que me impressionou: “Eu não desisti porque sempre pensava na minha mãe.” E a entrevista se encerrou com a cena desse alpinista em lágrimas.
Agora eu gostaria apenas de render uma homenagem muito simples e singela a essas mulheres tão divinimente preparadas para esse trabalho dolorido, difícil e extremamente gratificante.
Quero dizer que as mães são fortes e que jamais aceitem qualquer adjetivo menor que esse. Digo isso porque uma outra reportagem me chamou a atenção há alguns anos.
A polícia militar fora chamada para atender a uma ocorrência em um bairro de Joinvile, Santa Catarina. Era uma denúncia de que um bebê era mantido por um casal em condições precárias em uma casa toralmente inadequada. Havia, inclusive, a informação de que o bebê pudesse estar sofrendo de uma infecção.
Juntamente com os policiais, uma agente do conselho tutelar e uma equipe de reportagem faziam parte da diligência.
Quando todos entraram na casa encontraram ali um cenário paupérrimo. Um pequeno galpão com roupas e colchões espalhados, umidade e sujeira também dominavam o recinto. Um casal encontrado dentro daquele lugar foi colocado para fora enquanto os policiais revistavam o ambiente. Encontraram o bebê em uma caixa, enrolado em panos rotos. A conselheira tutelar examinou as condições físicas da criança e constatou que o umbiguinho estava mesmo infeccionado. Ela enrolou aquele bebê em panos mais limpos e quentes e o levou.
Tanto o pai como a mãe já tinham passagem pela poícia e aquele já era o sexto – repito – sexto filho do casal levado pelo conselho tutelar.
Do lado de fora da casa, a mãe era entrevistada por um reporter visivelmente transtornado. O que pude ver e ouvir dessa entrevista foi o seguinte: “Você acha que esse é um ambiente adequado para um bebê viver?” Perguntou o repórter. “Não.” Respondeu a mãe. “Mas então porque vocês mantinham essa criança aqui?”. “A gente já estava procurando um lugar melhor para morar.” Só nesse momento da reportagem é que eu pude ver melhor a mãe. Ela era uma jovem inpressionantemente bela, embora maltrada e e castigada pelo vício das drogas. Foi durante essa minha observação física sobre aquela jovem que o repórter fez mais perguntas: “E agora? O que vocês vão fazer?” Ao que ela respondeu chorando: “Não sei ainda, eu só quero meu filho de volta”. “Mas então por que você permitiu que tudo isso acontecesse?” Finalizou o reporter.
A jovem mãe, enxugando as lágrimas e levantando a cabeça, respondeu com voz embargada: “Porque eu sou uma fraca!”
Amigos eu jamais esquecerei a expressão de dor e sofrimento daquela mãe. Claro que a atitude mais coerente a fazer naquele momento era mesmo retirar a criança daquele casal física e emocionalemte incapaz de cuidar dela. Porém, eu quisera dizer àquela jovem que ela não era uma fraca. Talvez ela não tivera as oportunidades ideais, ou se tivera, não soube como aproveitá-las, mas isso é desleixo, e não fraqueza.
Essa jovem é uma mãe, independente de onde estejam agora os seus filhos, ela é uma mãe. Ela é uma adjutora de Deus no divino serviço de trazer filhos para esse plano mortal. Espero que hoje, a vida daquela bela jovem esteja normalisada e ela recuperada. Certamente ela não conseguiu influenciar, educar e nem mesmo amar aqueles filhos que o conselho tutelar levara de seus braços, mas ela ainda assim tem esse título sublime e valoroso de MÃE.

Tenho lido todos as suas tao inspiradas palavras e experiencias,tb compartilhado -as, Obrigada!!!! Thais Patton
ResponderExcluirAmei o texto!!! \o/
ResponderExcluirLembro de tê-lo ouvido falar a história desta jovem em um discurso seu no dia das mães!
Emocionante!! Mas é bom demais ser mãe! ja tô querendo outro filhote!! \o/
Neidinha