terça-feira, 29 de março de 2011

"Existem provas de amor..."


Muita audácia de minha parte discorrer sobre um assunto tão intrigante. Algo tão cantado em versos, prosas, poemas, canções, cantigas, trovas e em todos e quaisquer gêneros literários. Mas vou apegar-me apenas a uma vertente desse AMOR.
Vou escrever um pouquinho sobre o amor ao cônjuge, o amor diário, o amor severamente atacado pela inimiga rotina. O amor que, segundo alguns pesquisadores, tem prazo de validade e se perde ao longo dos anos. Para alguns, quanto mais rugas e quilos menos sentimentos de amor.
Mas será que o amor é mesmo um sentimento? Ou será que ele é algo tangível? Se ele é tangível, do que se alimenta? Do que é formado? O que o mantém vivo?
Eu gosto muito do refrão de uma música dos Titãs que diz: "...Não existe o amor, não existe amor, não existe o amor, apenas provas de amor." Discordo quando o autor diz que não existe o amor, ele de fato existe, mas a verdade é que ele se manifesta pelas “provas [diárias] de amor”.
Em um lar, falando de relacionamentos conjugais, as pessoas parecem pensar que amor é uma chama, um sentimento, um "friozinho na barriga" – pode ser que seja, mas acho que é um pouco mais. Como em nenhum outro lugar nesse mundo, o amor no lar deixa de ser um substantivo abstrato e se veste de verbo (intransitivo, como escreveu Mário de Andrade).
Em seu  livro "Os 7 hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", Stephen Covey narra uma situação que ocorreu com ele há alguns anos. Peço desculpas ao Mr Covey por não reproduzir aqui o seu diálogo na íntegra, mas vou me esforçar para torná-lo o mais próximo possível da realidade: certa vez um amigo chegou para ele e disse "Não amo mais minha esposa." Ao que ele inquiriu: "Sério? E o que fez com que você chegasse a essa conclusão?". "Não sei - disse o amigo - simplesmente não há mais aquela chama, aquele sentimento. O que você me diz?" Stephen Covey respondeu: "Só tenho uma coisa a dizer: que você precisa amá-la." "Amigo, - disse o outro contrariado - você não me entendeu. Acabou o feitiço, aquele encanto..." "Então, recupere o encanto - replicou o Sr. Covey - ame-a." “Mas como posso amá-la, uma vez que não sinto mais amor por ela?” “É aí que você está errando. Amar não é ter sentimentos, tão somente. Amar é um verbo e, logo, exige uma ação. Ame-a! Leve-a para jantar ou para um passeio. Abra a porta do carro para que ela entre. Leia um poema que ela gosta. Deixe que ela saiba que você se preocupa. Converse, dialogue, ou seja, ame-a. Tome atitudes!”
Não sei se foi bem essa a sequência ou se essas foram as dicas que ele deu ao amigo, na verdade coloquei coisas que eu penso ser as corretas que um homem que está sem sentir amor pela esposa deva fazer. Na verade tenho várias outras (as quais deixarei para outros posts). O que importa é que no livro o amigo fez, aos poucos, o que ele dissera que ele fizesse e as coisas voltaram a tomar o rítmo e o caminho normal, ele passou a “sentir amor” pela esposa ao exercitar as tais “provas de amor” que nossos amigos Titãs cantam. E se tiverem outras idéias de como podemos demostrar amor, ponham-as em seus comentários.
A mensagem hoje é essa, amigos. Amemos! Não apenas sintamos amor, mas pratiquemos gestos e demonstremos amor por nossos cônjuges. Não pensem que ao praticar essas coisas exibirão fraquezas ou se tornarão vulneráveis, na verdade essa práticas são necessárias para um relacionamento mais feliz e duradouro. Se quisermos receber amor, dediquemos amor.

5 comentários:

  1. Muito bom...
    Uma aula de casamento eterno on line...
    Vlw..

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  2. Fabiano adorei o que você escreveu, retrata bem o que muitas pessoas pensam ser o AMOR...
    Você escreve muito bem, não vejo a hora de ler mais...continue a escrever.
    Abraço

    Ana

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  3. amei o que escreveu. continue, esta me ajudando muito. obrigada!
    abraço.
    adorei!!!!!!

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  4. verdade!! concordo! muito bom o texto !! e depois da leitura, me lembrei e até recomendo o filme: Prova de Fogo. vcs ja viram? é ótimo pra desenvolver tudo deste texto.

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