quinta-feira, 7 de abril de 2011

As finanças de um casal


O dinheiro além de ser o pivô de muitos divórcios, ainda é um dos maiores causadores de brigas em um casamento. Pricipalmente quando a receita familiar leva um baque por conta de desemprego e demais reveses por que passam as pessoas. Eu tomo aqui a liberdade de, humildemente, dar algumas dicas para que se evitem ou diminuam as brigas entre casais por conta do dinheiro:

1)  Juntem os rendimentos – eu cresci ouvindo os meus pais comentarem que o dinheiro não era nem de um nem do outro, mas da casa. Esse papo de “meu dinheiro” e “seu dinheiro” não ajuda. Juntem os salários e rendimentos para pagar as contas. Lembrem-se que quando nos casamos os interesses são mútuos e as forças (inclusive financeiras) devem ser unidas para o bem comum.
Claro que não cabe radicalismo, homens e mulheres querem curtir aquilo que suaram tanto durante o mês para ganhar. Ela vai querer comprar seus cremes, ele vai querer comprar seus CDs de jogos, que assim seja, mas faça isso com o que sobrar e depois das necessidades terem sido supridas. Inclusive essa é a próxima dica.

2) Não confundam necessidades com desejos – no começo de meu casamento, nas primeiras compras juntos, eu parecia uma criança. Queria por no carrinho tudo aquilo que tinha vontade na infância e meus pais não comprovam por questões óbvias. É muito importante ficar atento aos gastos considerados supérfulos. É importante dar prioridade àquilo que é de primeira necessidade, principalmente àquelas dívidas que poderão gerar juros altos como cartões de crédito, seguros, prestações de carro ou casa e demais cobranças bancárias.

3) Sejam honestos um para com o outro – conversem abertamente sobre os seus planos, sobre seus desejos e se a razão de um falar mais alto do que o sonho do outro, respeite –  coloque a cabeça,  e não o coração, para funcionar e admita que é melhor adiar. Sejam pacientes e faça com que sua opinião prevaleça por meio do amor e gentileza.

4) Vivam dentro de suas expectativas – conheço casais que tem dois belíssimos carros financiados, mas os guardam na garagem de uma casa alugada. Claro que não é um crime ter dois belíssimos carros, mas é preciso viver de maneira previdente, observando as outras necessidades que uma vida a dois requer. As extravagâncias além do que o orçamento suporta é um risco muito sério para se correr. Procure gastar um pouco menos do que se ganha e faça o que está na proxima dica.

5) Façam uma reserva para emergências – essa dica é tão obvia quanto negligenciada nos casamentos. Quando as vacas estão gordinhas, essa é a hora de pensar com prudência, pois ninguém pode prever o que virá adiante. É preciso estar preparado para os imprevistos tais como desemprego, doença, quebra do carro e até crises do sistema financeiro. Se a empresa em que você trabalha oferece plano de previdência, faça essa opção, assim você acaba por fazer uma reserva meio que compulsória mas que poderá gerar dividendos interessantes no futuro. Também procure outras opções de aplicação com seu gerente de banco e poupem o que puder.
Como estamos lidando com duas pessoas dentro de um relacionamento conjugal, é importante também que um esteja mais a frente das finanças do que o outro. Isso é assunto familiar  e compete apenas aos dois decidirem quem irá administrar o dinheiro da casa.
Também sejam inteligentes. Invistam seu dinheiro naquilo que dará retorno – parece meio óbvio, mas há pessoas que investem dinheiro em artigos que, não só consomem ainda  mais dinheiro, como servem apenas para satisfazer o ego. Cuidado com abetura de negócios próprios e investimentos de alto risco. Conversem bastante e planejem de maneira a prever os riscos e dêem um passo de cada vez.

Amigos, não sou nenhum consultor financeiro. Essas dicas servem inclusive para mim, pois já tomei muitas pancadas ao longo da minha vida familiar. Hoje sou bem mais cauteloso e as finanças da casa ficam a cargo da Célia. Ela tem mais tempo para gerenciar essa parte e sabe como lidar com dívidas e negociações. Eu vou dando o suporte que ela precise e agora estou engajado em abrir um negócio próprio. Claro, com o concentimento e participação dela nas decisões e com os pés no chão. Pois como diriam os antigos: “gato escaldado, tem medo de água fria”. Não tenho a menor idéia do que signifique essa frase, mas deve servir para me manter longe de brigas e confusões por conta do dinheiro.

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