Em um relacionamento familiar a comunicação falada é bastante significativa. Falar da maneira certa, na hora certa e no tom de voz correto pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso dos laços familiares.
Falar da maneira correta
Um dos maiores mistérios nos relacionamentos humanos é como a intimidade lhe dá o direito de falar de maneira rude com alguém que você ama. Constantemente vemos o trato refinado, educado e o tom moderado com que tratamos as pessoas desconhecidas ou que temos menos intimidades, contrastando com os resmungões e o tom áspero com que nos dirigimos aos nossos familiares. Exercitar a fala moderada e paciênte para com os membros de nossa família é necessário. Eu sei que não é fácil. Porém, por que não antes de dirigir a palavra a um familiar, procurar rapidamente pensar “e se ele(ela) fosse um(a) estranho(a)?”.
Falar na hora certa
Tem horas em que calar é a melhor maneira de se comunicar. Em momentos de pressão, frustração, erro e decepção, a melhor saída é o silêncio. Às vezes vem na garganta a vontade de ensinar algo, identificar um culpado ou até mesmo dar um feedback, mas certas horas e ocasiões não permitem que qualquer som seja emitido. Não quero com isso dizer que devemos deixar passar atitudes impensadas e mesmo irresponsáveis, repreender e ensinar é necessário, mas há a hora certa para se fazê-lo.
Existe inclusive aquelas frases que simplesmente não precisam ser ditas. Há pessoas que se gabam por serem sinceras, diretas ou, como dizemos no popular, “sem papas na língua”, mas essas atitudes não precisam fazer parte da personalidade de quem divide harmoniosamente a responsabilidade de um lar. Já ouvi pessoas se dirigirem a um companheiro após uma frase colocada fora de hora: “você está correto, mas estou indo embora assim mesmo.”
Vamos escolher a hora certa para abordar assuntos mais delicados, pode ser na hora de uma reuniãozinha familiar, durante um passeio a dois (no caso de um casal), ou seja, quando a ocasião não remete o incidente que se quer resgatar. E claro, não esquecer a gentileza e o cuidado para que a pessoa interpelada não se sinta ofendida ou atcada.
O tom da voz correto
O tom da voz diz muito sobre o grau de consideração e respeito que uma pessoa tem para com a outra dentro de um relacionamento familiar, mesmo quando se diz que é “da boca pra fora”. Gritos jamais são justificáveis, mesmo quando os membros da família estão distantes fisicamente uns dos outros. Quer falar com ou outro, vá até ele. Se não pode sair de onde está, chame a pessoa pelo nome uma única vez e peça para que chegue próxima a você. Não há coisa mais triste para um relacionamento conjugal, do que quando se perde o parâmetro de altura no volume da voz. Algumas pessoas já estão tão acostumadas a gritar umas com as outras que falar baixo passa a ser um hábito impraticável.
O que se DEVE falar em um relacionamento conjugal?
EU TE AMO é o básico. Todos os dias! Não façam como aquele senhor macambúzio que saía todos os dias pela manhã para trabalhar e deixava a sua esposa sonhando com o dia em que ouviria aquela frase mágica novamente. Certo dia ela não aguentou e o parou no portão: “Diga para mim.” Solicitou ela ocupando com o corpo o espaço da saída. “Dizer o que, mulher?” Retrucou ele. “Diga que me ama.” Ele fitou-a profundamente, ajeitou o chapéu na cabeça e falou retirando-a lentamente da frente “Eu disse isso há 50 anos quando nos casamos. No dia em que eu mudar de idéia, eu comunico você.” E saiu em disparada.
Outra coisa que precisa muito ser dita em um casamento é palavras de elogio. Elogie sua esposa, se fizer disso um hábito diário, não correrá o risco de não perceber que ela cortou 5 centímetros do cabelo ou pintou-o de uma cor muitíssimo parecida com a que ela já tinha. Os homens precisam também ser elogiados e encorajados por suas esposas. Isso demonstra confiança e ele acaba por dedicar-se ainda mais nos estudos, no trabalho e nos projetos que está tocando.
Outras palávras básicas do dia a dia são: “OBRIGADO”, “POR GENTILEZA”, “PRECISO DE SUA AJUDA”, “VOCÊ CONCORDA?”.
Agora, é preciso evitar de ficar falando sobre os defeitos do cônjuge em público, ridicularizar ou zombar dele (dela). Isso destroi a auto-estima e favorece o recuo na hora de uma conversa.
O mais importante é deixar tudo muito claro e os limites pré definidos quando se inicia um relacionamento. Para que as conversas posteriores, sejam embasadas em prinípios e valolores verdadeiros.
Para terminar apenas uma daquelas boas historinhas. Li certa vez em uma revista e a experiência foi narrada pela própria esposa.
Uma mulher não aceitava a maneira como o marido comia pomelo (uma fruta parecida com uma laranja, originária da Ásia). Ele parecia fazer questão de comer a fruta com as mãos, sem usar os talheres adequadamente. Aquilo a constrangia e de certa forma irritava. Mas ao mesmo tempo ela não sabia como dizer isso a ele, como abordá-lo, e como eles teriam convidados para jantar naquele dia e ela queria servir pomelos, teve uma excelente idéia. Pediu uns minutinhos a ele para conversarem sobre as coisas que os incomodávam um no outro. Ela deixaria com que ele falasse primeiro sobre as coisas que ela precisaria melhorar e quando chegasse a vez dela, pronto, entraria no assunto e evitaria um vexame no jantar com os convidados. Chegou o momento da conversa, ela explicou que estavam ali para dizer um ao outro o que eles poderiam melhorar, ele ficou entusiasmado e concordou. Então ela disse: “Meu amor, eu deixo que você diga primeiro o que eu faço que te incomoda em quê eu deveria melhorar”. Ele olhou fixamente para ela, abriu um belo sorriso e disse: “Meu amor. Você é tão perfeita para mim, não quero que você mude absolutamente nada.” E nocouteou-a: “Eu a amo e sempre a amarei do jeito que você for”. A conversa acabou ali mesmo. Ela desistiu de ir além. Depois ponderou como o marido dela era maravilhoso e o jeito que ele comia pomelo não fazia dele um homem pior. Ou seja, ela agradeceu a Deus pelo marido que tinha e resolveu não servir pomelos!

Fabiano, é verdade, sempre temos que nos corrigir e melhorar e saber expressar nossos sentimentos para quem nós amamos.
ResponderExcluirAbraço.
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