sexta-feira, 9 de setembro de 2011

E o assunto é Filhos, novamente.



O bom de se trabalhar a tarde é que pela manhã, além de ficar com as crianças em casa, é possível assistir a alguns programas de TV, tais como desenhos animados e, zapiando um pouquinho mais, programas matinais tais como o Mais Você.
A primeira reportagem me chamou a atenção. Falava da diminuição da quantidade dos filhos nas famílias desde a década de 50 até agora. Alguns dados de pesquisa feita pelo IBGE, indicam que a quantidade de filhos por família diminuiu em 6.1 nos últimos 50 anos , que queda brusca, não? A segunda informação que a pesquisa trás é que 14% das mulheres já não veem mais a maternidade como uma obrigação.
Rodaram então, uma reportagem sobre um de paraibanos que moram no Rio de Janeiro e que já estão casados há mais de 10 anos. Aparentemente eles têm uma vida financeiramente estável, embora tenham profissões que não são das mais bem remuneradas, porém relataram as conquistas como duas ou três casas que eles possuem e outros bens.
Mas o ponto central da reportagem é que ela não quer ter filhos e ele, quer.
Interessante foi a entrevista em separado com cada um. A mulher, por nome Dóris, falou calmamente que não deseja ter filhos agora e nem por alguns aninhos pra frente, justificou que eles (o casal), não têm estrutura para isso, que não quer engordar agora, enfim, não quer de jeito nenhum.
Já a entrevista com o Edinho (o esposo), foi peculiarmente interessante. Ele disse que gostaria muito ter um filho e que vê amigos que se casaram na mesma época que eles e que hoje já tem filhos com 11 anos. Aqui o Edinho pausa, abaixa a cabeça e chora, mas ele chora mesmo, enquanto ele enxugava as lágrima era possível ver outras lágrimas escorrendo pela face. A repórter insistia em perguntar qual era o sentimento que ele tinha ao saber que outros amigos já tinham filhos e ele não. Ele apenas dizia que ía na casa desses amigos e adorava conversar e brincar com as crianças e sentia que podia ter uma também. Questionado pela preferência de menino ou menina, Edinho dizia que para ele tanto fazia, pois gostava de ambos. Foi aqui que me tirou a atenção, um comentário bem humorado da Valéria: “Dá um pra ele, pai!” :0)

Nos estúdios do Mais Você estava assistindo à matéria com a Ana Maria Braga, o psicanalista e, creio que também sexólogo, Doutor Flávio Gikovate. A análise dele foi interessante, embasado em comportamentos que influenciavam as famílias na dédaca de 50 e que perderam o sentido e algum valor nos dias de hoje. Entre essas influências que se modificaram de lá para cá estão a religião e a fé no mandamento de crescer, multiplicar e encher a Terra, o que particularmente ele pensa que as pessoas obedeceram a isso sem muita responsabilidade ou sem pensar corretamente; também falou sobre as conquistas da mulher na sociedade, tanto na sua independência financeira como os movimentos feministas, os quais ajudaram a mulher a pensar melhor e com mais liberdade. Também justificou que uma criança hoje dá muito mais trabalho do que a criança de 50 anos atrás.
A tônica da análise do Dr Gikovate era mesmo a liberdade do pensamento, reforçava que as pessoas têm aprendido, ainda que com um certo receio, a pensar com mais liberdade. Inclusive fez uma crítica à Dóris – a mulher da matéria –  a qual não tinha a coragem necessária de assumir perante os familiares, sobretudo entre as demais mulheres da família, que tinha uma posição formada sobre seu desejo de não querer ter filhos agora.
Uma coisa importante que o Doutor disse e eu concordo, é que os casais precisam decidir juntos e no início do relacionamento sobre quando ter, como ter e quantos filhos querem ter. Porque depois de estabilizado o relacionamento, fica mais difícil de se discutir esse tipo de decisão.

Aqui está um link sobre a reportagem do programa: http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1672451-18172,00.html

A minha opinião, acho que todos aqueles que acompanham esse Blog, sabem. Eu sou a favor de deixar vir os filhos, é bom que o casal tenha uma estrutura, mas creio que os filhos são também parte de uma estrutura dentro do casamento. Também sou a favor de que a família decida, como citei no parágrafo anterior, e que o homem respeite o desejo da mulher.
O que eu posso dizer, não baseado em pesquisas ou teorias, mas na minha própria experiência, é que filhos são parte vital dentro de um lar. Eles quebram a rotina, adicionam conhecimentos, ajudam os pais a exercitar e desenvolver o amor, a paciência, o bom exemplo, o ensino, o altruísmo, dentre outras virtudes.
Eu sinceramente fiquei impressionado com o perfil do casal que participou da matéria, pois eu esperava o esteriótipo da super mulher atual: executiva, cheia de projetos profissionais, preocupada com o seu desenvolvimento sócio-cultural, que quer mais tempo pra si, sem carregar a responsabilidade de ter alguém, que não o marido, prendendo ela em casa. Mas o casal da matéria era muito simples, ela aparentava, inclusive, ser bem dona-de-casa, mesmo.
Isso mostra que a tendência de se adiar ou mesmo evitar filhos, vem abrangendo todas as classes e camadas sociais. Se isso é bom ou ruim eu deixo para o julgamento e comentário de quem estiver lendo esse post. A minha opinião é bem formada a respeito do assunto, mas não quero impô-la. Deixo apenas a reflexão de como estamos tratando esse dom natural e sagrado que carregamos dentro de nós, de gerar vidas?
Termino refletindo ainda sobre uma imagem que me chamou a atenção na tal matéria. Durante a entrevista em separado com o Edinho, era possível ver ele chorando e tentando enxugar as lágrimas, mas algumas teimavam em cair sobre o pelo impecavelmente bem escovado de um lindo Yorkshire que repousava em seu colo!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Uma conversa sobre bullying.


Continuando minha saga de pai-pra-toda-obra, enquanto lavava louça pela manhã, fui interpelado por meu filho #3, o Lamôni (antes que se adimirem com esse nome devo dizer que ele, o nome, tem uma história. Lamôni foi um rei que governou um povo nas Américas aproximadamente 300 a.C.). Depois da breve aula de cultura da America pré-colombiana, continuemos.
Meu filho me perguntou se na sexta série, no ano que vem, ele podería mudar de escola. Logo percebi algo diferente nessa pergunta, então foi a minha vez de questionar: “Por que você está querendo isso?” Ele baixou a cabeça e disse: “É porque eu não gosto de estudar nessa escola em que eu estou”. “Mas por que você não gosta?” – Insisti. Ele então disse aquilo que eu já esperava: “Porque estou tendo problemas na escola.” Então ele me falou os tipos de problemas os quais estava tendo.

Primeiro, tem um menino que não gosta dele e que se irrita quando ele bate com a caneta na carteira durante os intervalos das aulas. E certo dia esse garoto puxou a caneta da mão dele, essa se abriu e espirrou tinta sobre a camiseta desse menino. O que rendeu ao Lamôni uma ida à diretoria e algumas ameaças já conhecidas, do tipo “lá fora eu te pego”. Mas não passou de uma ameaça.
Segundo, ele disse que uma menina o esnoba na escola. Certa vez, quando um coleguinha distribuía pirulitos para umas garotas no intervalo das aulas, o Lamôni foi preterido quando pediu um, recebendo um sonoro “não” do garoto. Uma das meninas – aquela que não vai com a cara dele – disse: “Dá um pra ele, coitado, ele não tem dinheiro para comprar, mesmo.” Com raiva, ele fez com ela uma brincadeira costumeira entre os meninos na hora do recreio: puxou o pirulito da boca dela e correu. O que lhe rendeu mais um “te pego lá fora” para sua coleção.
Terceiro ele falou que essa menina fica falando do chulé dele o tempo todo e, claro, todos na sala tiram um sarro de sua cara.”

Agora eu vira aqui uma oportunidade de ensinar meu filho, de aproximar-me dele, de encorajá-lo e fazê-lo aumentar sua auto-estima. Porque tenho uma forte impressão de que sofrer bullying tem muito a ver com a auto-estima de alguém, não que o ato discriminatório crie uma sensação de baixa auto-estima, mas que a criança ou o jovem, já traz consigo um défice de de auto-estima, isso é notado pelos outros, que passam a fazer chacotas e perseguições, tanto físicas, como emocionais em alguns casos, físicas.
Passei primeiro a trazer o Lamôni para a realidade e dizer as coisas erradas que ele fizera nas três situações narradas.
No primeiro caso, eu disse a ele que bater a caneta na carteira, mesmo que baixinho numa sala de aula, pode desconcentrar ou irritar outras pessoas e se ele não queria ser o alvo das atenções deveria parar com isso.
No segundo caso eu tive que concordar com a menina da sala, e eu disse isso pra ele, claro em tom de brincadeira de modo que o fiz rir da situação.
No terceiro caso eu frisei a falta de respeito para com a menina ao puxar o pirulito da boca dela, num revide desnecessário e numa brincadeira fora de hora.
Todos podem estar pensando: “nossa, como ele pode ser tão duro com o pobre menino que está passando por uma situação difícil como essa?” Apenas penso que em uma conversa entre “amigos”, deve-se jogar aberto, encarar os fatos e analisá-los de maneira fria e crua.
E depois disso comecei então a encorajá-lo. Eu disse a ele que precisaria manter-se acima dessas coisas, simplesmente ignorar. Lembrei-o de quão especial ele é e como ainda tería coisas grandiosas para fazer nessa vida. O Lamôni é um garoto de muitas qualidades. As pessoas vivem dizendo que ele vai ser um ótimo líder, que ele é muito esperto, comunicativo e inteligente – e de fato ele o é.
Conversamos bastante enquanto eu lava a bendita da louça. Inclusive, contei a ele algumas das minhas histórias de garoto, da época em que esse tal de bullying tinha o nome de “por que vocês não páram de me encher o saco e vão brincar de roleta-russa?”
Falei muito sobre as injustiças que passamos ao longo de nossas vidas e o quanto outras crianças e adolescentes sofrem perseguições bem piores do que as que ele está passando. Contei a ele de uma época de minha infância em que eu costumava brincar com duas crianças da minha rua, eram dois garotinhos que tinham brinquedos muito legais e eu adorava ficar com eles na garagem da casa. Como muitas outras crianças da minha época, e de hoje, eu tinha piolhos. Não era nenhum criatório particular, mas tinha lá uns bixinhos perambulando pela minha cachola. Quando a mãe dos meninos descobriu isso, passou a não deixar mais eu ficar perto das crianças dela, chegou até a me dizer que não queria que eu brincasse mais com os filhos dela por conta do contágio que eu podería causar.
Embora eu fosse um garoto de uns 9 ou 10 anos, eu compreendi a situação. Mas o que eu sentia mesmo é que eu não precisaria aceitar as situações desagradáveis e descriminatórias pelas quais eu passava. Eu não me abatia porque sabia o valor que eu tinha. Me apegava sempre aos elogios que as pessoas me faziam, preferia ficar com as partes boas da minha personalidade ou situação sócio-econômica. Me lembro que um homem que morava nessa mesma rua, que me disse certa vez: “Você é um garoto inteligente e muito consciente. Se tivéssemos mais uns 10 moleques assim como você, nossa rua seria muito melhor.”
Depois de contar mais umas histórias para o Lamôni, percebi que ele já estava mais conformado com a situação. Passou a entender o ponto de vista, e vi que ele aceitou aquilo que eu falara com respeito a manter-se acima daquelas coisas.
Então pedi a ele que fizesse algo que eu fazia na escola e que dava certo – que ele procurasse ter o seu próprio círculo de amizades, que ele procurasse e identificasse aqueles garotos da escola que eram mais zuados pelos outros e se unísse a eles. Eu aprendi que essa garotada perseguida é, na sua maioria, composta de meninos e meninas legais e agradáveis, mas por causa de uma personalidade um pouquinho fora do padrão (e nem sei se deveria existir um padrão, pois cada um é livre para ser e agir da maneira que quiser), acabam por ficarem isoladas e são execradas pelo resto da turma. Dos grandes amigos de minha infância que tenho lembrança, todas pertenciam a essa “classe”.
A conversa foi boa, durou o tempo que eu precisava para lavar a louça e terminar o almoço. Foi bom conversar com meu filho sobre esse problema e foi melhor ainda ajudá-lo a encontrar as soluções por si mesmo. Porque nem sempre eu estarei lá em uma situação difícil, então preciso que ele aprenda a se safar e a se defender, sem violência, mas com muito jeito e inteligência, e como eu conheço meu filho, sei que isso não será difícil para ele!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma receita fora de moda


Uma receita fora de moda

Vou iniciar esse post me rendedendo à piadinha que eternizou a propagando do Mastercard.

Um quilo de carne de 2ª, 10 reais com Mastercard;
Batatas e demais temperos, 5 reais com Mastercard;
Ensinar sua filha de 12 anos a cozinhar carne de panela, não tem preço!

Hoje, na correria do dia, não tive tempo de terminar o almoço e deixá-lo pronto para meus filhos. Tive então que dar uma aulinha básica de como cozinhar carne em panela de pressão para minha filha #2, a Valéria. Claro que iniciei tudo: descasquei o alho (pasmem!), a cebola, refoguei a carne, adicionei os temperinhos, descasquei as batatas, cortei-as em cubos reservados a parte. Tudo isso explicando para a Valéria como ela teria que “gerenciar” a pressão da panela e o ponto de se adicionar as batatas. Minha preocupação era que ela estava mais interessada em “gerenciar” a vida de sua avatar no The Sims, do que em minhas explicações culinárias.
Por fim, refoguei a carne, pus um pouco de água e coloquei a panela para pegar pressão. Eu então disse a ela que ficasse atenta a quando a panela começaria a chiar e marcasse entre 20 e 25 minutos para desligar o fogo, deixar a pressão acabar, provar a carne para ver se estava amolecida e adicionar as batatas e o cheiro verde. Fui então tomar meu banho, já atrasado.
Depois que me arrumei e estava pronto para sair, vi que o cheirinho da carne denunciava que esta estava quase boa. Então desliguei o fogo da panela, tirei a Valéria da frente do Playstation e disse que, assim que aquela chiadeira terminasse, ela deveria olhar o ponto da carne e fazer aquilo que a instruíra anteriormente. E fui trabalhar!
O resultado foi que ao chegar em casa agora há pouco (estou escrevendo esse post às 23hs), percebi que na panela havia um pouquinho de caldo e uns 4 pedaços de batata, ou seja, pelo menos comeram a carne. Creio que tenha ficado bom!

O que quero dizer com toda essa história?
Aprendi a cozinhar aos meus 10 ou 11 anos. Aos 16, já preparava almoços e jantares para convidados e sempre adorei fazer isso. Mas o mais importante é que nunca passei por apertos na cozinha e pude conquistar (e conquisto até hoje), minha esposa pelo estômago, preparando pratos que a faz sempre recomeçar uma dieta. E me sinto feliz por poder fazer essas coisas, me sinto auto-suficiente e mais capaz.
Meus filhos, a partir do Gabriel, de 9 anos, já sabem preparar ovos, fazer arroz, a própria Valéria prepara deliciosos bolos e o João Victor, o mais velho, aos 13 anos, também já cozinha para convidados preparando pratos como macarronadas, frango ao molho e carnes.
Que bom que eles estão aprendendo, pois assim não ficarão reféns do microondas e do miojo, acabam por preparar comidas e servir seus irmão mais novos quando eu e a Célia não temos tempo de cozinhar as refeições, o que é muito útil para a família.

Mas tirando tudo isso, o mais importante é poder ensinar meus filhos alguma arte, algum dom. Cozinhar, em si, pode ser uma terapia, além de desenvolver o gosto pela aprendizagem e o desejo de aprender algo novo. Creio que saber cozinhar, passar e lavar roupas, costurar e fazer outros pequenos trabalhos domésticos de alguma forma prepara meus filhos para a vida, para os desafios que os esperam.
Tenho visto já há algum tempo meninos e meninas (adolescentes), que mal sabem preparar um macarrão estantâneo, pipoca, então, só se for no microondas. Não creio que isso seja crucial para o seu sucesso na vida, mas acredito que não sabendo realizar pequenas tarefas domésticas, poderá fazê-los sofrer um pouquinho a mais na vida, sobretudo se tiverem planos de morar sozinhos ou mesmo fazer viagens longas a estudos ou a negócios.
Claro que o ideal é que se estude, trabalhe muito e alcance sucesso suficeiente para que tenham empregados, cozinheiros, costureiras etc. Mas e se esse sucesso custar um pouquinho a chegar? Será que, sabendo dessas coisas, nossos jovens não terão facilitadas a escalada deles a esse sucesso?
O que vejo é que tudo isso está intimamente ligado à auto-confiança e à auto-suficiencia dos indivíduos. Uma mulher que se casa hoje (e tenho visto algumas), que não saibam preparar uma lasanha – que não seja aquelas prontas que vão ao microondas – acabam por se sentir frustradas por não poder preparar algo especial para chamar a atenção de seu esposo e vice versa.
Quero muito que meus filhos continuem olhando os exemplos meus e de minha esposa no tocante a administrar a casa e seus afazeres. Acredito que eles serão pessoas melhores e se sentirão mais úteis mesmo se não precisarem executar essas tarefas. Sei que isso tudo os ajudará nos momentos de aperto quando o papai e a mamãe não estiverem por perto.
É claro que é preciso ter muito cuidado, mexer com fogo, ferro de passar, máquinas, facas e outros apetrechos podem serperigosos, por isso que estou sempre por perto dando as orientações, mas também é preciso deixar que eles experiementem, descubram e sintam-se realizados ao concluir um belo prato ou um reparo que fizerem em uma calça.
Trabalho nunca é demais e aprender coisas simples e úteis nunca é conhecimento inútil. Por fim, uma última coisa que quero expressar é: passar alguns minutos com seus filhos ensinando a eles afazeres domésticos, tal como fiquei hoje com minha adorável menina, é aquele tipo de experiência que edifica, estreita os laços e ficam guardadas como doces recordações. E esse tipo de coisa não se leva ao microondas e nem mesmo demora apenas 3 minutinhos para ficar pronto, esses tipos de emoções e sentimentos, levamos conosco por toda uma vida!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

De quem é a culpa?

Meu post de hoje refere-se a um dos piores inimigos do casamento ou do relacionamento familiar: a culpa.
Anteriormente falei um pouco sobre a razão, esse troféu cobiçado por todos aqueles que entram em uma discussão ou em uma boa disputa por idéias. No caso da culpa, ocorre exatamente o contrário, ninguém quer ficar com ela, mais do que isso, as pessoas tentam jogá-la em alguém. Em se tratando de um relacionamento conjugal, adivinhe aonde ela vai parar?
Um famoso filósofo americano, radicado em Springfield, chamado Homer Simpson disse certa feita: “A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser.”
A fala de Homer é fascinante pelo seu contexto realista e por dizer coisas que geralmente tentamos esconder de nós mesmos e dos outros. A verdade é que sempre procuramos colocar a culpa de algo que dá errado em alguém, pois isso é muito mais fácil do que admitir que precisamos pedir desculpas e nos tornarmos melhores, isso também dá muito trabalho e leva tempo.

Um dos maiores malefícios da culpa é a corrosão da auto-estima sobre aquele que sempre a leva. Isso vai gradualmente aumentando e pode desenvolver-se para uma depressão ou mesmo interferir em futuras decisões na vida, pois a pessoa vai ter medo de tomar qualquer iniciativa por receio de errar.
Uma pessoa que leva a culpa em quase todas as discussões conjugais e a aceita constantemente, irá alimentar um temor pela vida e não terá estímulos para lidar com conflitos e desafios no dia a dia. Faltará a essa pessoa, a determinação necessária para posicionar-se e isso  inevitavelmente a fará sofrer por sentir-se incapaz de reagir.
Parece que falo de tudo isso valendo-me de base científica ou estudos e pesquisas, mas não é. Tenho observado casais e familiares que constantemente trabalham para triunfar no depósito sumário da culpa no cônjuge ou em algum membro da família. Claro que também uso de experiências pessoais, pois ao longo do tempo fui aprendendo a assumir minhas responsabilidades pelas decisões erradas que já tomei, tanto na vida profissional, como na secular, como na espiritual.

E qual seria o remédio para se curar esse grande mal que acomete tantas pessoas dentro das paredes de seus lares? Acredito que a humildade e a compaixão sejam os antídotos necessários para se vencer esse impulso quase que instintivo de nós seres humanos. Quanto mais tentamos purgar de nossas vidas a responsabilidade por nossas ações, mais arrogantes e orgulhosos nos tornamos. Ao sermos humildes e reconhecermos que estamos errados ou que as fases ruins que normalmente passamos na vida foram frutos de nossas próprias decisões, então estaremos agindo em conformidade com a prática de um bom relacionamento familiar e passaremos assim a focar a solução e não a causa dos problemas.
 Por outro lado, pessoas orgulhosas e insensíveis vão engendrar todos os esforços para transferir a responsabilidade de seus infortúnios para os ombros daquele que estiver mais próximo. Inclusive isso pode ser feito de maneira violenta e abusiva, seja física, mental ou emocional.
Algo também muito importante é reconhecermos que fases ruins e decisões erradas sempre vão fazer parte de nossa vida. Ninguém acerta 100% de suas decisões, se alguém o faz, ou é muito sortudo ou estará condenado a uma vida sem desafios e crescimento.
Certa vez, conversando com um professor na Faculdade, eu disse a ele que havia tomado alguns prejuízos na vida profissional por conta de algumas decisões erradas que tomara. Ele então me disse algo que eu jamais havia pensado: que eu só errara porque tivera a capacidade e a coragem de decidir, e que com isso me ensinaria a ser mais maduro e a pensar melhor antes de tomar novas decisões.
Tive um amigo que gostava de dizer: “Eu sei que na vida nós aprendemos com nossos erros, o problema é que eu já não aguento mais aprender.”

Outro conselho que deixo é que ao invés de culparmos e criticarmos uns aos outros, profiramos mais palavras de encorajamento e usemos de um tom mais positivo. Procuremos demonstrar mais amor e afeto para com aqueles que estão próximos a nós e que tomaram decisões erradas na vida. Assumamos a responsabilidade por nossos atos e decisões, sobretudo quando não derem certo.
O mesmo filósofo bonachão que citei no início desse post também fez uma declaração muito infeliz ao ensinar seu filho Bart: “Se você sorrir diante de uma situação difícil, é sinal que já sabe em quem colocar a culpa.”

Amigos, acreditem. Colocar a culpa e o ônus de infortúnios de nossas vidas sobre outros poderá causar feridas que tenderão a não cicatrizar com o tempo, ao invés disso, estarão sempre expostas e infeccionarão pela ação do ódio e do rancor. Lembrem-se de encorajar e elevar o moral de seus amados quando tomarem decisões erradas. Acolham, demonstrem carinho e ponham-se a ajudar aqueles que estiverem com suas consciências pesadas devido às consequências de escolhas erradas que tomaram nessa difícil arte de viver. Temos a péssima capacidade, não sei se cultural ou nata, de valorizarmos mais o erro do que os acertos uns dos outros e isso é muito prejudicial.
Espero que valorizemos mais as boas ações e reconheçamos as pessoas próximas a nós, um elogio ao invés de uma acusação, pode ajudar a aumentar a auto-estima e mesmo colocar as pessoas no rumo certo. Isso não é difícil, é fácil e não custa absolutamente nada!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

As responsabilidades da maternidade


Nesse fim de semana passamo por uma data que mistura comércio com emoção. O dia das mães movimenta tanto lojas quanto corações. O importante é que os sentimentos são verdadeiros e ternos.
Mas esquecendo datas e dia específico eu gostaria de falar de duas responsabilidades que as mães carregam consigo desde o seu próprio nascimento. Junto com essas responsabilidades há também o privilégio da maternidade.

A responsabilidade de ser adjutora divina.
Particularmente eu acredito que a mulher nasceu para ser mãe. Mesmo que algumas delas não queiram ou não se esforcem para que isso aconteça. Não sou médico e nem tenho base científica, mas como esse blog não trata de ciência, mas sim de experiência e observações, eu tenho percebido que a mulher foi naturalmente feita para conceber a vida – isso ocorre tanto com o corpo quanto com a mente.
Toda essa preparação biológica vem acompanhada de um dom divino que as mulheres recebem de Deus. Pois a maternidade é a maneira pela qual ela se une ao Pai Celestial para trazer os filhos Dele para a terra, para que esses seres, dotados de um corpo, passem por experiências que os ajudarão a crescer e evoluir como homens e mulheres. Logo, a mulher torna-se uma sócia divina de um Plano de Salvação. Como disse certa vez Thomas Monson: “...a mulher desce até o escuro e sombrio vale da morte para trazer à luz uma nova vida.”

A responsabilidade de ensinar e de influenciar.
Os filhos são amplamente influenciados pelo exemplo das mães. É muito importante que as elas tenham em mente que o seu exemplo é primordial para a educação e formação do caráter de seus filhos. Os atos, as palavras, o tom de voz, o conteúdo dos assuntos abordados dentro de casa, tudo isso influencia na vida futura, e às vezes nem tão futura, dos filhos.
Poderia ser uma contradição naquilo que eu já defendi em posts anteriores de que os filhos têm suas próprias personalidades, sim isso é verdade, mas a essa personalidade soma-se as influencias externas que a persepção humana necessita para que se constitua o perfil de um indivíduo.
A imagem da mãe é amplamente projetada na mente dos filhos quando em momentos de decisões importantes na vida. Certa vez eu estava vendo um documentário sobre um alpinista que passou por severas adversidades durante a escalada de uma montanha. Não me lembro do nome desse alpinista e nem mesmo da montanha que ele escalara, mas lembro-me que ele estava sentado em uma cadeira de rodas e dava uma entrevista ao reporter que apresentava o documentário.
O entrevistado contou que ele seu parceiro de escalada tiveram problemas seríssimos durante a descida. Uma nevasca os atingira danificando seus equipamentos e materiais para abrigo. Poucas horas depois da nevasca, seu companheiro faleceu por sucumbir às condições extremamente adversas e ao frio intenso. Sozinho, sem comunicação, sem abrigo e sem os equipamentos adequados para a sua segurança, aquele alpinista começou a se ver em sérios riscos de perder a vida. Seus pulmões doíam muito e as pontas de seus dedos dos pés e mãos iniciaram um processo de congelamento.
Ele arrastou-se em meio à neve e ao vento cortante, até ser resgatado quase que sem vida e já inconsciente, por uma equipe de paramédicos que patrulhavam a área. Esses profissionais ficaram impressionados com a capacidade daquele alpinista de suportar tantos interpérios por tanto tempo e com a persistência com que ele lutou para chegar a um ponto da montanha em que poderia ser facilmente identificado pelas equipes de resgate.
Então intrigado com toda essa história, o reporter perguntou para aquele alpinista. “Em algum momento nessa luta toda pela sobrevência, você pensou em desistir?”. “Sim. Pensei diversas vezes em simplesmente parar e esperar a morte me arrebatar. Eu já estava extremamente exausto e sem forças. O que eu mais queria era interromper aquele sofrimento”. “E por que você não desistiu.” Perguntou, finalmente, o reporter. Ao que o alpinista deu a resposta que me impressionou: “Eu não desisti porque sempre pensava na minha mãe.” E a entrevista se encerrou com a cena desse alpinista em lágrimas.

Agora eu gostaria apenas de render uma homenagem muito simples e singela a essas mulheres tão divinimente preparadas para esse trabalho dolorido, difícil e extremamente gratificante.
Quero dizer que as mães são fortes e que jamais aceitem qualquer adjetivo menor que esse. Digo isso porque uma outra reportagem me chamou a atenção há alguns anos.

A polícia militar fora chamada para atender a uma ocorrência em um bairro de Joinvile, Santa Catarina. Era uma denúncia de que um bebê era mantido por um casal em condições precárias em uma casa toralmente inadequada. Havia, inclusive, a informação de que o bebê pudesse estar sofrendo de uma infecção.
Juntamente com os policiais, uma agente do conselho tutelar e uma equipe de reportagem faziam parte da diligência.
Quando todos entraram na casa encontraram ali um cenário paupérrimo. Um pequeno galpão com roupas e colchões espalhados, umidade e sujeira também dominavam o recinto. Um casal encontrado dentro daquele lugar foi colocado para fora enquanto os policiais revistavam o ambiente. Encontraram o bebê em uma caixa, enrolado em panos rotos. A conselheira tutelar examinou as condições físicas da criança e constatou que o umbiguinho estava mesmo infeccionado. Ela enrolou aquele bebê em panos mais limpos e quentes e o levou.
Tanto o pai como a mãe já tinham passagem pela poícia e aquele já era o sexto – repito – sexto filho do casal levado pelo conselho tutelar.
Do lado de fora da casa, a mãe era entrevistada por um reporter visivelmente transtornado. O que pude ver e ouvir dessa entrevista foi o seguinte: “Você acha que esse é um ambiente adequado para um bebê viver?” Perguntou o repórter. “Não.” Respondeu a mãe. “Mas então porque vocês mantinham essa criança aqui?”. “A gente já estava procurando um lugar melhor para morar.” Só nesse momento da reportagem é que eu pude ver melhor a mãe. Ela era uma jovem inpressionantemente bela, embora maltrada e e castigada pelo vício das drogas. Foi durante essa minha observação física sobre aquela jovem que o repórter fez mais perguntas: “E agora? O que vocês vão fazer?” Ao que ela respondeu chorando: “Não sei ainda, eu só quero meu filho de volta”. “Mas então por que você permitiu que tudo isso acontecesse?” Finalizou o reporter.
A jovem mãe, enxugando as lágrimas e levantando a cabeça, respondeu com voz embargada: “Porque eu sou uma fraca!”
Amigos eu jamais esquecerei a expressão de dor e sofrimento daquela mãe. Claro que a atitude mais coerente a fazer naquele momento era mesmo retirar a criança daquele casal física e emocionalemte incapaz de cuidar dela. Porém, eu quisera dizer àquela jovem que ela não era uma fraca. Talvez ela não tivera as oportunidades ideais, ou se tivera, não soube como aproveitá-las, mas isso é desleixo, e não fraqueza.
Essa jovem é uma mãe, independente de onde estejam agora os seus filhos, ela é uma mãe. Ela é uma adjutora de Deus no divino serviço de trazer filhos para esse plano mortal. Espero que hoje, a vida daquela bela jovem esteja normalisada e ela recuperada. Certamente ela não conseguiu influenciar, educar e  nem mesmo amar aqueles filhos que o conselho tutelar levara de seus braços, mas ela ainda assim tem esse título sublime e valoroso de MÃE.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A pessoa perfeita


O lance de se idealisar a pessoa perfeita acontece logo que nos entendemos por gente. Quem nunca teve um poster do artista do momento na parede do quarto? (minha filha tinha um dos Jonas Brother e um do Justin Bieber), ou mesmo uma foto desse ou daquele artista, colada na contracapa do caderno? Minha garota ideal, ocupou meus pensamentos puerís quando eu tinha uns seis ou sete anos, isso ocorreu no início da década de 80. Uma cantora mirim, chamada Nikka Costa – acredito que muitos dos que lerem este post irão se lembrar dela, quem nunca ouviu falar vale a pena uma busca no YouTube – Essa menina tinha uma voz angelical e cantava belíssimas músicas de amor, ela foi a garota dos meus sonhos. Ainda hoje me recordo acordando pela manhã fazendo juras de amor a ela.
Na adolescência esse sentimento de ser encontrar o grande amor acontece com um pouco mais de desleixo, mas ainda assim é latente. Geralmente cantores e artistas bonitões povoam as mentes das meninas. Já os garotos só querem curtir a fase e buscar a tão sonhada auto-aceitação em algum grupo de sua faixa etária. Os namoricos e “ficadas” vêm e vão, alguns bem firmes que duram até chegarem ao casamento e outros são tão rápidos que nem mesmo se dá para lembrar dos nomes dos affairs.
Mas é na fase adulta que realmente se aplica a lei da idealização do par perfeito. Talvez porque não há mais tempo a perder e as pessoas estão mais propensas a tomar decisões que elas sabem que irão impactar as suas vidas, e também há o sentimento de medo em não errar ao se fazer uma escolha tão importante. Não quero abordar o pormenor dessa fase da vida, tais como a escolha de uma carreira, cuminando com os estudos, faculdade, socialização e demais desafios. Quero me ater àquilo que reside e se esconde lá no fundinho do coração de cada um de nós que já teve tempo suficeinte de pensar em alguém para passarmos o resto de nossas vidas.
Já ouvi homens dizendo que a mulher perfeita é a Renata Fan, apresentadora do Jogo Aberto – programa esportivo transmitido pela tv Band na hora do almoço – a justificativa é que ela é loira, bonita, inteligente e entende de futebol. Para as mulheres eu não consigo pensar em um estereótipo, mas sei que algumas das qualidades preferidas são: amoroso, carinhoso, atencioso e alguns outros “osos” que não precisam ser mencionados aqui.
A verdade é que todo mundo sonha em ter alguém que o complete, que seja a sua outra metade.
Eu também já ouvi alguns absurdos nessa minha vida, como uma mãe que disse ensinar aos filhos que é muito fácil escolher uma mulher ideal, basta que ele identifique em suas pretendentes, os atributos e qualidades dela mesma, de sua própria mãe. Pode até haver aqueles que concordem – viva a liberdade de pensamento – mas eu, pessoalmente, rechaço veementemente qualquer conselho nesse sentido. Por quê? Bem, deixo isso para um outro post quando falarei do desapego natural dos filhos e dos pais.

Agora colocando a minha visão de pessoa ideal: ela simplesmente não existe. Não acredito em alma gêmea, destino, simpatias e demais feitiçarias. Acredito em se moldar a pessoa que amamos desde que também nos moldemos a ela.
Para mim, o tempo é quem vai determinar o quão perfeito somos uns para os outros e o quanto você tem se dedicado para ser perfeito para a pessoa que você ama e convive.
Recentemente estive conversando com uma jovem colega de trabalho e ela me expôs suas preocupações quanto ao pedido de casamento que recebera.
O medo dessa jovem é que seu namorado era um rapaz um tanto inseguro, pouco determinado e quase nada decisivo, de maneira que sempre sobrava para ela as decisões das vidas de ambos, e que ele sempre concordava com tudo o que ela escolhesse. Isso causava um certo desconforto nela e por isso não sabia se o casamento seria uma boa idéia. Perguntei então a essa jovem se ela o amava. Ela respondeu que sim, que ele a tratava com o carinho e atenção que não recebera de namorados anteriores. Eu então deixei claro para ela que isso era o que bastava. Defeitos, manias e pequenos vícios todos nós temos e demoraremos um pouco para perdê-los. Aconselhei-a que ponderasse o quanto ela poderia ajudá-lo no dia a dia juntos, quantas situações não se colocariam a frente deles para que ela pudesse ensiná-lo e motivá-lo a corrigir essa pequena dificuldade, pois tudo o que ele de repente podia estar precisando, é que ela estivesse mais próxima a ele quando uma decisão importante tivesse que ser tomada.
Acho que ela ponderou bem, porque semanas depois contou-me radiante que aceitara ao pedido de casamento e que os preparativos para esse sublime momento já estão sendo iniciados.
É nisso que acredito. Que os desafios e situações comuns nas vidas de duas pessoas irão ajudá-las a desenvolver qualidades mútuas e farão com que se corrijam imperfeições que desagradam ao seu cônjuge. É claro que uma boa dose de humildade e auto-análise são muito bem vindas. Sei que não é fácil, mas tenho visto efeitos milagrosos em alguns relacionamentos.
Há pessoas que namoram por vários anos, para conhecer melhor a pessoa com quem estão se relacionando. Já ouvi até a falácia de que jamais se casariam com alguém que não tivessem “experimentado” antes (é, estou me referindo a sexo, mesmo). Só o que faltava era que as pessoas virassem artigo de degustação.
Muitos que me conhecem sabem o quanto acho estranho se namorar tanto tempo sem que se casem logo. Eu, por exemplo, namorei por um ano, noivei por três meses, e me casei. Mas as pessoas costumam dizer que não sou parâmetro. Mas em contra partida, conheci e ouvi dizer de casais que namoraram por oito anos e permaneceram oito meses casados.
Howard W. Hunter, antigo presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, disse a seguinte frase: “A felicidade e o sucesso no casamento geralmente não é tanto uma questão de casar com a pessoa certa, mas, sim, de ser a pessoa certa”. E aqui encontro o lastro para a segunda coisa que acredito, a em que para termos alguém perfeito ao nosso lado, temos que trabalhar a nós mesmos para nos tornarmos o mais perfeito possível para a pessoa que amamos. Será que estou sendo aquilo que desejo que meu cônjuge seja para mim? Essa é a pergunta que devemos fazer constantemente ao longo de nossa vida de casados.
Não tem nada mais gratificante do que aprendermos juntos em um casamento a vencer nossas imperfeições, reconhecendo e sendo reconhecido de que estamos mudando para melhor. Assim,  aos poucos iremos desmontando em nossas mentes aquele esteriótipo que um dia idealisamos de homem ou mulher ideal.
Para aqueles ou aquelas que ainda procuram pelo par erfeito, eu insisto: desistam de sua busca imediatamente, essa pessoa simplesmente não existe. Comece a ouvir seu coração e deixe que sentimentos de ternura e bem querer conduzam vocês para os braços de quem, por mais imperfeito que possa ser, tem aquilo que você precisa para se iniciar uma bela caminhada juntos.
Amigos, não pensem que estão se arriscando ao escolher alguém, porque penso até hoje o quanto a minha esposa se arriscou ao escolher a mim! Pensem o mesmo antes de escolher alguém.
Encerro com as palavras sábias e inspiradoras de Thomas S. Monson, atual presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias: “(...)Talvez tenham medo de fazer a escolha errada. Quanto a isso digo que precisam exercer fé. Encontrem alguém que lhes possa ser compatível. Compreendam que não serão capazes de prever todos os desafios que podem surgir no casamento, mas tenham a certeza de que quase tudo pode ser resolvido se forem flexíveis e se estiverem comprometidos a fazer seu casamento dar certo. (Relatório da 181º Conferencia Geral, Abril de 2011 – para o discurso completo, acessar: http://lds.org/general-conference/2011/04/priesthood-power?lang=por).